Pagamento do 13º salário: como planejar o caixa

Pagamento do 13º Salário, o que Todo Gestor de Comércio Precisa Planejar
O pagamento do 13º salário é um dos maiores desembolsos do ano para supermercados, atacados, hortifrutis e lojas. Afinal, ele chega justamente quando o comércio também precisa comprar estoque para Black Friday e Natal, pagar a folha de dezembro e reforçar a equipe.
Por isso, quem deixa para pensar no 13º só em novembro costuma enfrentar aperto no caixa. Em muitos casos, a saída acaba sendo crédito caro ou atraso com fornecedores.
Neste artigo, portanto, você vai entender quanto o 13º realmente custa, o que muda em 2026 e o passo a passo para organizar o caixa sem sustos.
O Que Entra no Custo do Pagamento do 13º Salário
Muitos gestores calculam o pagamento do 13º salário como “um salário a mais por funcionário”. No entanto, o custo real é maior, porque sobre ele também incidem encargos. Na conta, entram:
- o valor bruto, com salário e média de comissões, horas extras e adicionais;
- o FGTS de 8% sobre as duas parcelas;
- o INSS patronal e as demais contribuições sobre a folha, para empresas fora do Simples Nacional.
No Simples Nacional, a contribuição patronal do comércio já está incluída no DAS. Assim, o encargo extra que pesa diretamente no caixa é o FGTS. Já no Lucro Presumido ou no Lucro Real, a contribuição patronal aumenta bastante o valor final. Para entender qual regime faz mais sentido, veja nosso artigo sobre o melhor regime tributário para sua empresa.
Por exemplo, um supermercado do Simples com folha mensal de R$ 60 mil terá um 13º de cerca de R$ 60 mil, mais R$ 4.800 de FGTS. Ou seja, são quase R$ 65 mil saindo do caixa entre novembro e dezembro, sem contar a folha normal.
Pagamento do 13º Salário, o que Muda em 2026
As regras gerais do pagamento do 13º salário continuam as mesmas. A primeira parcela vence até 30 de novembro, e a segunda deve ser paga até 18 de dezembro, já que o dia 20 cai em um domingo. Aliás, você pode consultar as regras do adiantamento na Lei 4.749/1965, no site do Planalto.
Por outro lado, há uma novidade importante para o colaborador. Com a Lei 15.270/2025, quem tem 13º de até R$ 5 mil não sofre retenção de Imposto de Renda. Na prática, o valor líquido aumenta, mas o custo para a empresa não muda. Ainda assim, o sistema de folha precisa aplicar o redutor corretamente.
Além disso, 2027 já exige atenção. A partir do próximo ano, a Reforma Tributária também deve mudar a forma de receber o dinheiro das vendas, com o split payment. Por isso, o planejamento do próximo 13º precisa considerar esse novo cenário. Saiba mais em Split Payment na Reforma Tributária.
Enquanto isso, para os detalhes de prazos e cálculo, confira nosso guia de 13º salário no varejo.
Por que Dezembro Aperta o Caixa do Varejo
Dezembro é o mês de maior faturamento para boa parte do varejo. Mesmo assim, é também o mês em que o caixa mais aperta, e o pagamento do 13º salário é um dos principais motivos. Isso acontece porque várias saídas se concentram em poucas semanas:
- a segunda parcela do 13º e os encargos;
- a folha de dezembro, com horas extras e adicionais;
- as compras de estoque para as festas;
- o pagamento de temporários, quando houver;
- os impostos do mês.
Além disso, boa parte das vendas de fim de ano é feita no cartão, então o dinheiro entra só semanas depois. Consequentemente, a empresa vende muito, mas precisa pagar antes de receber. Se você vai reforçar a equipe, veja também nosso guia de contratação temporária no varejo.
Passo a Passo para Planejar o Pagamento do 13º Salário
Para chegar a dezembro com o caixa em ordem, portanto, vale seguir esta rotina:
- Primeiro, levante a folha atual de cada colaborador, incluindo a média de comissões, horas extras e adicionais.
- Em seguida, calcule o custo total do 13º com os encargos do seu regime tributário.
- Depois, divida esse valor por 12 e reserve a provisão todo mês em uma conta separada. Se ainda não começou, divida o valor pelos meses que faltam.
- Além disso, cruze o calendário do 13º com o das compras de estoque e com o prazo de recebimento das vendas no cartão.
- Se possível, antecipe a primeira parcela em meses de caixa mais folgado, por exemplo junto com as férias de cada colaborador.
- Por fim, deixe previsto o ajuste das médias de dezembro, que vence até 10 de janeiro.
Riscos de Não Planejar o 13º
Deixar o pagamento do 13º salário sem planejamento traz riscos que vão além de um aperto pontual. O primeiro é o atraso, que gera multa administrativa por empregado e ainda pode virar cobrança na Justiça do Trabalho.
Além disso, outro risco comum é recorrer a crédito caro, como cheque especial ou antecipação de recebíveis com taxas altas, para cobrir a folha. Dessa forma, parte do lucro do Natal vai embora em juros.
Também existe o risco de comprometer o estoque. Afinal, quem usa o dinheiro das compras para pagar o 13º pode ficar sem mercadoria justamente no período de maior venda. Por fim, pagar parcela única em dezembro para “ganhar tempo” descumpre o prazo de 30 de novembro.
Como a BRG Ajuda seu Comércio no Pagamento do 13º Salário
Em resumo, planejar o pagamento do 13º salário exige calcular o custo real, montar a provisão mensal e cruzar esse valor com o fluxo de caixa do negócio. Isso importa ainda mais em supermercados e atacados, onde a folha e o estoque pesam bastante.
Por isso, a BRG cuida dessa rotina de ponta a ponta. O BPO de Departamento Pessoal calcula a folha e os encargos, enquanto o BPO Financeiro organiza as contas a pagar e o fluxo de caixa. Além disso, a Gestão 360º mostra para onde o dinheiro do seu negócio está indo.
Quer fechar o ano sem aperto? Então fale com um especialista da BRG e planeje o 13º com antecedência.
Perguntas Frequentes
Quanto custa o 13º para a empresa?
O custo inclui o valor bruto do 13º, com as médias de variáveis, mais o FGTS de 8%. Além disso, empresas fora do Simples Nacional pagam também o INSS patronal e as demais contribuições sobre a folha.
Posso pagar o 13º em parcela única?
Sim, desde que o valor integral seja pago até 30 de novembro. No entanto, pagar tudo em dezembro descumpre o prazo da primeira parcela.
A nova isenção do IR reduz o custo do 13º para a empresa?
Não. A isenção beneficia o colaborador, que recebe um valor líquido maior. Por outro lado, o custo da empresa continua o mesmo.
Quando começar a provisão do 13º?
O ideal é provisionar desde janeiro, separando um doze avos do custo a cada mês. Ainda assim, quem não começou pode dividir o valor pelos meses que faltam até novembro.







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